POLÍCIA

No acidente com condutor alcoolizado, morte de sua esposa e seu sogro

30/11/2023 19:30




 Em 29/11 (quarta-feira), transcorreu na cidade de Santa Cruz do Escalvado o sepultamento de Michele da Silva Lourenço, 41 anos. Ela estava no CTI do Hospital Arnaldo Gavazza/HAG com politraumatismo e fraturas diversas decorrentes do acidente, às 18h15 de 25/11 (domingo), em estrada santacruzense, com o Gol LBF-0472, dirigido pelo marido dela, Júlio César de Oliveira, 41 (leia aqui).
 
O Gol desgovernou-se numa curva acentuada em declive, bateu em eucaliptos e capotou sobre a ponte do córrego Estiva (veja vídeo abaixo), de acesso ao povoado de São José da Vargem Alegre. 
 
 No local, morreu Egídio Antônio Lourenço, 70, pai de Michele, que ficou preso nas ferragens, sendo sepultado também em Santa Cruz do Escalvado na tarde de 26/11.
 
Já Gustavo Lourenço de Oliveira, 3 anos, filho de Michele e Júlio (também passageiro do GOL), teve traumatismo craniano, submeteu-se a cirurgia neurológica de emergência no HAG e em 26/11 foi transferido para o Hospital João XXIII, em BH, onde no fechamento desta notícia ainda seguia internado.
 
Segundo o informe militar, Júlio teve escoriações nos braços e nas pernas e deixou o local. Militares o localizaram - com sintomas de alcoolização - quando estava sendo consolado no quintal da casa de parente. 
 
 O motorista admitiu a ingestão de cerveja e cachaça ao ser contido por PMs com comportamento agressivo (motivado por surto e ameaça de suicídio). Na sequência, recebeu autuação na Polícia Civil de Ponte Nova e ficou preso em flagrante. Na tarde de 28/11, o advogado Bruno Menezes obteve a sua liberação mediante pagamento de fiança de um salário mínimo.
 
A Perícia da Polícia Civil vistoriou a cena do acidente. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros, além de ambulâncias santacruzenses, prestaram socorro às vítimas.
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A Diretoria e os Colaboradores da FOLHA DE PONTE NOVA prestam esta homenagem a Michele Lourenço   (* 28/5/1982   + 28/11/2023):
 
 Adeus, Michele!
 
 A morte é uma certeza, mas continua nos surpreendendo quando chega sem aviso e leva uma pessoa tão querida.
 
Assim foi no caso da tragédia que vitimou Michele da Silva Lourenço. Ela trabalhou por quase três anos em nossa FOLHA, de onde se desligou (para ir cuidar do seu pai, em Santa Cruz do Escalvado), há menos de um mês.
 
Sabemos que palavras não bastam para confortar os familiares, especialmente os seus três filhos - Gabriel, Guilherme e Gustavo. Nós nos solidarizamos com a dor deles, desejando que as boas lembranças de sua personalidade determinada e cativante confortem a todos.
 
Por fim, uma certeza em relação a Michele: a bondade de sua alma, o brilho dos seus olhos e o calor do seu sorriso ficarão marcados em nossos corações.

 







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