SAÚDE

Queda de cabelos após infecção da dengue

26/04/2023 16:00




Poliana Pataro - Biomédica, especialista em Estética Avançada (CRBM 14.368)
 
Consultório - Medical Center - Av. Dr. José Grossi, 194/Sala 504
Guarapiranga/Ponte Nova  *  Fone: (31) 98738-8302
 
 Minas Gerais está em situação de epidemia de dengue, segundo o secretário de Saúde do Estado, Fábio Baccheretti, e lidera a quantidade de casos da doença no país. Em nossa cidade, Ponte Nova, a Prefeitura decretou estado de emergência pública.
 
Os sintomas da dengue surgem após o período de incubação, ou seja, 4 a 7 dias após a picada. Em pacientes sintomáticos, eles incluem: febre alta e repentina; vermelhidão facial; erupção com manchas vermelhas ou brancas na pele; dores musculares e articulares; dor de cabeça; lentidão e falta de força; dor de garganta; perda de apetite; dor e desconforto ocular, que pode evoluir para conjuntivite; náuseas; vômitos; e dor abdominal. Além desses sintomas, a dengue faz cair cabelo também, mas não durante a fase aguda da doença.  
 
Devido ao grande processo inflamatório generalizado causado no organismo e baixa do sistema imunológico devido à infecção pelo vírus da dengue, o organismo se prepara todo para o combate à doença e restabelecimento da saúde. Toda a atenção fica voltada para os órgãos vitais, deixando de lado o cabelo, a pele, as unhas, que são órgãos e estruturas menos importantes para nossa sobrevivência.
 
Desta forma, é comum o paciente apresentar, cerca de três meses após a infecção, um aumento da queda de cabelo, chamada de eflúvio telógeno. 
 
A pessoa quando infectada, depois deste período, começa a perceber queda mais intensa dos fios durante o banho e na escova ao pentear-se. Essa situação pode se transformar em uma alopecia, fazendo com que os cabelos percam volume e fiquem mais ralos e enfraquecidos. Quem já tem predisposição genética deve redobrar a atenção.
 
As orientações para que a queda cesse o mais rápido são individuais, mas  em geral são ações que vão potencializar o sistema imunológico e diminuir as inflamações causadas pela doença. Como em qualquer problema capilar ou de saúde, é fundamental que se iniciem os tratamentos o quanto antes, para que assim o atrofiamento do bulbo capilar seja evitado.
 
O mais indicado é procurar orientação correta independentemente do problema que o paciente esteja enfrentando com o cabelo, fazendo assim com que o tratamento proposto seja o mais individual e assertivo e o ciclo capilar se restabeleça o mais breve possível.






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