CULTURA

'O hábito ao receber a FOLHA é de exercitar a minha memória’

13/05/2018 17:00




Esta FOLHA publicou, na edição dessa sexta-feira (11/5), artigo do contador pontenovense Giovani Coridola, controller de grupo empresarial em Belo Horizonte.

Ele elogia a trajetória de quase três décadas deste semanário e, a propósito da recente edição sobre as nossas 1.500 edições semanais, deixa seu depoimento: “O meu hábito, ao receber a FOLHA, é de exercitar a minha memória vendo as fotos das ruas, avenidas, imóveis e tentar identificá-los.”

Leia a íntegra de seu artigo “1.500 edições desta FOLHA”:

"Recebi hoje, 1°/5, a edição de nº 1.500, do dia 13/4. Inicialmente, imaginei que o Jornal mudou o logotipo, mas logo percebi que a 1ª página era histórica. Sou assinante da FOLHA há mais de 20 anos.

Sim, realmente não é fácil se manter ininterruptamente por quase trinta anos no mercado para qualquer atividade econômica, imagina para um periódico do interior.

Como contador de carreira e controller de grupo empresarial, sei, por dever de ofício, o quanto é difícil a lida diária de um empreendimento, seja em qualquer ramo. A contabilidade é a ciência da riqueza individualizada, é a ciência do patrimônio pessoal. Por que um segmento da economia está no seu melhor momento e uma empresa desse mesmo segmento patina? O contrário também é verdadeiro.

O momento econômico de uma atividade específica pode ser assustador, e uma empresa caminha com segurança nos seus negócios nessa mesma atividade. Obviamente a economia tem influência nos negócios, mas não será tão determinante. A segurança dos negócios de um empreendimento vem do equilíbrio das sete funções básicas do patrimônio, como bem didaticamente lecionou o saudoso e inesquecível Mestre Prof. Antônio de Lopes, com o qual tive a honra de conviver, em seu livro 'Teoria do Conhecimento Contábil':

Liquidez - pagamento tempestivo e competente para anular obrigações; Resultabilidade - Lucrativa ou não; Produtividade - Necessidade de eficiência no uso dos meios; Invulnerabilidade - Necessidade de proteção contra riscos; Elasticidade - Necessidade de adaptar -se o tamanho do patrimônio ao tamanho da capacidade da atividade; Estabilidade - Necessidade de equilíbrio entre os componentes da riqueza; e Economicidade - Necessidade de manter a vitalidade e garantir a sobrevivência.

Ponte Nova teve a febre dos armarinhos nas décadas de 70 e 80. Mas só as empresas tradicionais continuam em atividade. Não há milagre nos negócios. Milagre é efeito sem causa, e, nas finanças, é que realmente não há milagre, não há truque, não há mágica. O antídoto para tudo isso é a lucidez.

Sempre 'namoro' os balanços dos dois hospitais de Ponte Nova publicados na FOLHA DE PONTE NOVA. Eles são bem apropriados para o estudo prático do enunciado acima: têm a mesma atividade, estão localizados na mesma cidade, têm planos de saúde próprios e outros, e os resultados são bem diferentes.

Deixando de lado a parte técnica, a FOLHA DE PONTE NOVA faz bem a todos com as notícias confiáveis estampadas em suas páginas, como está bem claro na manifestação dos expoentes da cidade.

Não há como ficar sem receber a FOLHA semanalmente para aqueles que, como eu, já não residem há anos na cidade. O meu hábito ao receber a FOLHA é de exercitar a minha memória vendo as fotos das ruas, avenidas, imóveis e tentar identificá-los sem ler a matéria.

Para quem reside na cidade, o meu hábito pode parecer extremamente provinciano, rasteiro, apequenado, mas não imaginam como as fotos me fazem tanto bem ao trazer à mente as recordações ainda bem nítidas da minha cidade, que, mesmo longe, continua em mim ainda. Todas as pessoas que não residem em sua terra natal param instantaneamente ao ouvir ou ler o nome da sua cidade. Não há como ficar insensível à cidade em que nascemos.

Li certa vez na revista 'Seleções Readers Digest': 'A terra em que nascemos pode nos trazer alegrias ou tristezas e, mesmo que mudemos para outras antípodas, jamais seremos indiferentes à terra em que nascemos.'

Que venham as 3.000 mil semanas, 4.500 semanas, 6.000 semanas... e outras tantas! Pena que não estarei mais aqui para lê-las!"







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