SAÚDE

Superação: a luta de uma mãe contra o câncer de mama

12/05/2018 10:00




A história de Luciana Pires Marques, 38 anos, professora de Educação Física e moradora em Palmeiras/Ponte Nova, mostra a força da superação para vencer um câncer de mama. Ela é mãe de Giovanna Marques Aleixo, 3 aninhos, e, durante o tratamento, buscou força na família, nos amigos e principalmente na filha. 

Luciana contou para esta FOLHA que descobriu o câncer em abril de 2017. Ela brincava com a filha, a qual “pulou em minha barriga, e imediatamente levei a mão em meu seio direito, notando um caroço: foi um susto enorme, e imediatamente fui fazer o autoexame”, conta ela.

Ela consultou com o mastologista Marcone Geraldo Abreu de Souza, e este pediu alguns exames, marcando a biópsia, e após 15 dias surgiu o laudo de neoplasia maligna caracterizada por “carcinoma fuctal invasor em grau 3”.

O tratamento foi em Muriaé, por indicação do ginecologista-obstetra da família, Rubens Soares. No hospital daquela cidade, o mastologista Luiz Carlos Navarro de Oliveira pediu novos exames e o laudo da biópsia e realizou a cirurgia para retirada do nódulo.

Depois veio a quimioterapia: 16 sessões, as 4 primeiras num intervalo de 21 dias e as demais num intervalo de 7 dias. Depois, foi a vez das sessões diárias de radioterapia (33), terminadas em 2/3/2018.

E a partir de agora ela se submeterá a exames periódicos num período de 5 anos até ter definitivamente alta. Emocionada, a professora conta que, com o tratamento, teve que se afastar do trabalho durante 6 meses.

“A única coisa em que eu pensava era ficar curada para cuidar da minha filha, que naquele momento tinha apenas 2 anos”, disse Luciana, grata pelo apoio da família e também dos amigos. “Com muita oração e fé, tive a noção de que minha cura seria questão de tempo, por obra da Providência Divina”, relata ela.

Perguntada sobre qual mensagem deixa para as mulheres que detectarem a doença, Luciana é direta:

“O câncer não é uma sentença de morte, mas sim uma sentença de vida: a notícia estimula você a viver. E você nunca sabe quão forte você é até que sua única opção é ser forte. Encare o câncer com leveza e tente viver um dia de cada vez. Pense positivo: a resposta estará no fator emocional.”

Ela continua: “O segredo é manter o otimismo, não desistir. Não se desespere nem desanime: ‘Deus dá o frio conforme o cobertor’, diz o dito popular. A fé move montanhas, e é dela que vem a sua força. Não tenha medo. Lute!”

Relato de Luciana

Conforme Luciana, “só quem passa pelo tratamento sabe que ele não é fácil de superar. E, a partir do diagnóstico, há duas opções: tratar ou desistir de viver. Não foi fácil ser forte naquele momento, mas era a única opção! Quando eu fraquejava, via o sorriso da minha filha e ela dizendo que iria cuidar de mim!”

A professora continua: “O câncer é traiçoeiro, desestabiliza a autoestima. Em poucos dias, começa a cair o cabelo, o ‘cartão-postal’  de uma mulher. E aí você descobre que a vida vai muito além de um cabelo bonito  e dá valor a coisas em que jamais pensou.”

Arremata ela: “Hoje eu digo que acabou. Acabou o medo,  a angústia, o desespero, a tristeza, a insegurança. Gratidão é a palavra de hoje, amanhã e sempre. Sou grata a Deus por estar comigo todos os dias, por me carregar nos dias mais difíceis, sem permitir que eu desistisse, por me amparar sempre que eu precisei.”

Luciana faz questão de agradecer o apoio da sua irmã Roziane Marques da Costa e do marido desta, Rivison José da Costa, bem como a Luiz Gonzaga de Oliveira, pai de Giovanna. Por último, menciona a filha, pois “foi por ela que lutei. Não desisti, pensando nela nos momentos mais difíceis. Ela foi compreensiva. Obrigada, filha, por ter ser sido o meu leme. Eu venci!”







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