SAÚDE

Síndrome do Ovário Policístico

01/02/2018 18:30




* Dra Izabela Bartholomeu - Ginecologia/Obstetrícia - CRM 53124/MG
Médica do Hospital de Nossa Senhora das Dores e professora de Medicina na Faculdade Dinâmica

Consultório: av. Dr. Otávio Soares, 108/Salas 801 e 802 - Mila Center - Palmeiras/Ponte Nova - (31) 3817-2750

O acúmulo de cistos no ovário, como se fossem "bolsinhas", desestabiliza o ciclo menstrual, dificulta a gravidez e pode levar a diabetes tipo 2 e a maior risco de câncer de endométrio.

A síndrome do ovário policístico, conhecida pela sigla SOP, é um distúrbio hormonal que provoca formação de cistos nos ovários, podendo atrapalhar o pleno funcionamento do sistema reprodutor e dificultar a gravidez.

Um dos sintomas mais conhecidos da SOP é a irregularidade menstrual, principalmente entre adolescentes. Os fatores que desenvolvem o transtorno não são totalmente conhecidos, mas a causa genética explica por que irmãs e filhas de mulheres portadoras da síndrome têm 50% de chance de desenvolver o problema.

É bastante aceita a teoria que associa a patologia à produção de insulina em excesso pelo organismo. É por isso que pacientes com síndrome do ovário policístico têm maior risco para diabetes. Os estudos atuais sugerem que mais da metade das mulheres com SOP terão diabetes ou pré-diabetes antes dos 40 anos. Em condições normais, as células respondem à ação da insulina, absorvendo glicose para gerar energia ou para armazenamento. Em situação adversa, a resistência insulínica determina o erro no desenvolvimento dos folículos no ovário e a produção de testosterona em excesso. "As mulheres com cistos têm tendência a acne, crescimento excessivo de pelos, manchas na pele e queda de cabelo, entre outras características", revelam esses estudos.

A descoberta precoce reduz o risco de complicações, e, apesar de ser comum, a síndrome se manifesta de diferentes formas e requer tratamento individualizado. Salienta-se que um dos impactos da SOP é a prevalência de altos níveis de LDL (colesterol ruim) e baixos níveis de HDL (colesterol bom), representando maior risco de infarto e hipertensão arterial. Além do controle com pílulas, por exemplo, com implantes que protegem os ovários contra a formação de microcistos e diminuem os níveis de testosterona e de insulina, são importantíssimos: praticar exercícios físicos e manter uma alimentação balanceada. No caso de pacientes que desejem engravidar, é necessário, no primeiro momento, o uso de anticoncepcionais hormonais para regularizar a menstruação e diminuir os cistos e o volume ovariano.

Depois, o contraceptivo deve ser substituído por hormônios que estimulem a ovulação.

O diagnóstico envolve a análise de sintomas - irregularidade menstrual, aumento de pelos em regiões como queixo, mamas e abdômen, oleosidade e acnes -, exames laboratoriais e ultrassom. Agende uma consulta.

 







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