ESPORTE

Amor e esporte não têm idade: quem garante é Idelfonso, atleta vencedor

17/06/2017 19:00




Os pais de José Idelfonso Nogueira mudaram-se de Presidente Bernardes/Calambau para Ponte Nova quando ele ainda era bebê. E ele chega aos 76 anos como um premiado corredor de PN, numa trajetória que ele “descobriu” há 3 anos, inspirado pelo seu casamento (ele era viúvo) com Célia Martins Nogueira.

“Eu me sentia muito sozinho e, na época, pedi a Deus para me mandar uma companheira. Em 2014, num domingo pela manhã, ao chegar à Igreja [Universal do Reino de Deus], encontrei ela sentada esperando o templo abrir. Naquele momento, eu soube que seria ela”, relembra Idelfonso.

No mesmo dia, após o culto, ele pediu Célia em namoro, e o casamento ocorreu 5 meses depois, em celebração que lotou o templo. “Hoje em dia, me sinto realizado, e minha esposa me incentiva no esporte”, completa. O incentivo surgiu porque Idelfonso tinha “câimbras e sofria de reumatismo e dores nas juntas”. Logo ele decidiu caminhar à beira-rio, a partir do bairro Copacabana, onde morava.

“Depois de alguns dias, eu apertei o passo e senti a saúde melhorar. Um dia me encontrei com Guilherme [Gomes, do Grupo Fênix sem Fronteiras], e ele me chamou para correr com eles. Aceitei, criei amizade na equipe, tomei gosto pelo esporte e comecei a competir”, explica Idelfonso, que coleciona troféus e principalmente medalhas (pouco mais de 40), tudo conquistado nas competições na região, em BH, São Paulo/SP (inclusive na São Silvestre), Brasília/DF e na Meia Maratona do Chile/2017.

“Foram mais de 35 mil atletas na Corrida do Chile, uma das maiores do mundo. Isto ficará marcado em minha memória”, comenta ele, acrescentando que, com outros integrantes do Grupo Fênix, prepara-se para a Maratona de Roma, em 8/4/2018. “Vou conhecer mais um país e trazer mais uma medalha e um troféu para Ponte Nova”, diz ele, otimista.

Idelfonso foi trabalhador rural por muitos anos, prestou serviço em mineradoras e empresas e, por fim, na Prefeitura/PN, onde se aposentou após 27 anos de trabalho “na capina, na varredura de rua e em reparos diversos”.

Há mais de 30 anos, entretanto, José é (re)conhecido na rua pela sua animação ao vender picolés e doces. “Mulher acima de 80 anos, acompanhada pelo pai, não paga”, diz ele num de seus bordões que o ajudam a conquistar clientela. Ele garante que agora, com seu preparo físico para correr, tem mais resistência para subir e descer as ladeiras empurrando seu carrinho de picolé.

Idelfonso se vangloria de nunca contrair “doenças graves” e se cuidar com boa alimentação. “O esporte melhorou minha saúde em tudo. Creio que, se eu tivesse começado mais novo, talvez estaria ainda melhor. Por isso, incentivo a juventude a ser ativa, a praticar esportes”, ressalta ele.

Ele convida todos os que pretendem a começar na prática de esportes - ou a retomar este hábito - para treinarem com o Grupo Fênix, todas as terças e quintas-feiras, com saída da Pista de Skate/Vila Centenário a partir das 20h. “Sei de mim que vou correr enquanto aguentar. Quando não aguentar mais, caminho devagarinho, pois sei que o importante é não ficar parado”, finaliza ele.

 







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